Venezuela e EUA começaram a discutir reabertura de embaixadas depois de 7 anos – Brasil de Fato

Venezuela e EUA começaram a discutir reabertura de embaixadas depois de 7 anos – Brasil de Fato


Como negociações entre Venezuela e Estados Unidos para a reabertura das embaixadas obtida de maneira oficial nesta sexta-feira (9). O governo venezuelano anunciou em um comunicado que recebeu uma delegação do departamento de Estado dos EUA para “avaliações técnicas e logísticas” para o exercício da diplomacia.

O objetivo é que a embaixada estadunidense seja reaberta em Caracas e a representação diplomática venezuelana funcione novamente em Washington. Os espaços estão fechados desde 2019, quando o presidente venezuelano Nicolás Maduro rompeu as relações com a Casa Branca depois que o então governo de Donald Trump conheceu o opositor Juan Guaidó como chefe do Executivo da Venezuela.

Nesta sexta-feira, um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma suposta delegação do Departamento de Estado entrando na embaixada estadunidense em Caracas. O espaço destinado a Washington tem cerca de 110 mil metros quadrados e fica no bairro Colinas de Valle Arriba, na capital venezuelana. Nos últimos 7 anos, funcionários estadunidenses operaram no local para fazer a manutenção do espaço.

Em nota, o governo vezuelano também reforçou a “agressão criminosa” sofrida no último sábado (3) que deixou mais de 100 mortos entre civis e militares e que sequestraram Maduro e a primeira-dama Cilia Flores.

A reabertura das embaixadas já havia sido manifestada por Trump nos últimos dias. De acordo com o mandatário, logo depois dos ataques, Washington teve a intenção de retomar as relações com o país caribenho para fortalecer a cooperação comercial.

Um dos envios para Caracas é o encarregado de negócios estadunidense na Colômbia John McNamara. Ele foi responsável por estabelecer os diálogos com o governo chavista em agosto, assim que as primeiras embarcações estadunidenses foram enviadas ao sul do Caribe para começarem as ameaças contra Nicolás Maduro.

Hoje, o nome mais cotado para assumir a embaixada é o enviado especial Richard Grenell. Ele esteve em Caracas em fevereiro para tratar com Maduro sobre o envio de deportados venezuelanos que deixaram os EUA na política de deportações em massa.

Com o rompimento das relações em 2019, Maduro determinou a saída do corpo diplomático estadunidense de Caracas e o então secretário de estado Mike Pompeu respondeu solicitando a saída dos venezuelanos de Washington.

A crise foi escancarada naquele momento com o controle do grupo de Guaidó da embaixada venezuelana. Mesmo sem sequer ter concorrido às eleições, o opositor se autoproclamou presidente e o governo republicano passou a administração do espaço diplomático aos opositores. O espaço então seria administrado por um suposto embaixador nomeado por Guaidó, Carlos Vecchio.

A ocupação do espaço diplomático de Caracas pela direita gerou ocorrência de movimentos anti-imperialistas dos EUA. A organização Code Pink montou um acampamento na frente da embaixada venezuelana exigindo respeito ao governo eleito de Nicolás Maduro.

Reuniões com petroleiras

Trump anunciou nesta sexta que vai se reunir com representantes de empresas petroleiras para discutir o futuro da exploração na Venezuela. De acordo com ele, as empresas não estão pedindo dinheiro, mas querem “mudar as condições” do país para retomar os investimentos.

De acordo com jornais estadunidenses, representantes da Repsol, Chevron, Exxon, ConocoPhillips, Continental, Halliburton, HKN, Valero, Marathon, Shell, Trafigura, Vitol Americas, Eni, Aspect Holdings, Tallgrass, Raisa Energy e Hilcorp participaram dos diálogos.

Nas redes sociais, Trump disse que serão investidos cerca de US$ 100 bilhões (R$ 537 bilhões) na indústria petroleira venezuela. Ele não especificou como isso será feito, mas pediu paciência às empresas que não discutiram essa primeira rodada de negociações.

Logo depois da invasão e do sequestro de Maduro, Trump deixou claro que seu objetivo no país era o negócio petroleiro e retomar o que considerava um “bem estadunidense” em terras venezuelanas.

Nesta sexta, o republicano também disse que terá um encontro com a ex-deputada ultraliberal, Maria Corina Machado. Depois de dizer que ela não tinha “apoio suficiente” para governar a Venezuela, Trump agora disse que vai se encontrar com o líder da extrema direita venezuelana na semana que vem. Ela ofereceu o prêmio Nobel da Paz que ganhou em 2025 ao mandatário dos EUA.

Ligação para Lula

A presidente em exercício, Delcy Rodríguez, anunciou nesta sexta-feira ter conversado por telefone com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além dos presidentes colombiano, Gustavo Petro, e espanhol, Pedro Sánchez. A mandatária disse ter agradecido o apoio dos vizinhos e reafirmou que as vias diplomáticas estão abertas para resolver as questões que envolvem o país.

Ela também disse ter fornecido informações sobre os ataques sofridos e as sepulturas evidentes do direito internacional e da soberania venezuelana.

“Concordamos também na necessidade de promover uma ampla agenda de cooperação bilateral, baseada no respeito pelo Direito Internacional, na soberania dos Estados e no diálogo entre os povos”, disse Delcy em comunicado.

Reabertura de voos

Depois dos ataques estadunidenses, o aeroporto internacional de Maiquetía, que atende a capital, começa a reestabelecer a conexão com outros países. A primeira a anunciar a retomada dos voos da Copa Airlines, que, a partir de 13 de janeiro, restabelecerá a conexão entre Panamá e Venezuela com um voo diário.

A partir de 16 de janeiro, serão dois voos por dia. No site da companhia aérea as passagens estão custando ao menos US$ 625 (R$ 3357) ida e volta.


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