Tribunal esportivo suspende proibição da FIFA de sete jogadores naturalizados da Malásia

Tribunal esportivo suspende proibição da FIFA de sete jogadores naturalizados da Malásia


Sete jogadores naturalizados da seleção malaia de futebol obtiveram ‍uma suspensão temporária do Tribunal Arbitral do Esporte, interrompendo sua suspensão de 12 meses de todas as ‌atividades relacionadas ao futebol, informou a Associação de Futebol da Malásia (FAM) na terça-feira.

A FIFA suspendeu os sete jogadores por 12 meses e multou a FAM em 350.000 francos suíços (US$ 439.257) em setembro do ano passado, após descobrir que documentação adulterada havia sido usada para permitir que os jogadores participassem de uma partida de qualificação para a Copa da Ásia contra o Vietnã.

A FAM então levou o caso ao CAS depois que a FIFA negou provimento ao recurso. A FIFA disse que lançaria uma investigação formal sobre as operações internas da associação e notificaria as autoridades de cinco países sobre possíveis processos criminais.

Os jogadores que tiveram a prorrogação foram Facundo Garcés, Rodrigo Holgado, Imanol Machuca, ‌João Figueiredo, Gabriel Palmero, Jon Irazabal e ‌Héctor Hevel.

“Esta decisão significa que a suspensão de 12 meses de todas as atividades futebolísticas imposta pela FIFA aos sete jogadores está temporariamente suspensa, e eles estão autorizados a continuar ‍as suas carreiras e a participar em quaisquer atividades relacionadas com o futebol até que seja tomada uma decisão final sobre o recurso no CAS”, disse a FAM na sua conta no Facebook.

Após o escândalo de falsificação de documentos, a FIFA anulou os resultados de três partidas envolvendo a Malásia após decidir que havia colocado em campo esses jogadores inelegíveis.

O escândalo atraiu críticas na Malásia, com torcedores e vários legisladores pedindo ações contra a FAM, bem como contra as agências governamentais responsáveis ​​pela concessão de cidadania aos jogadores.

O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, prometeu transparência nas investigações nacionais sobre a alegada falsificação, mas sublinhou que a FAM deveria poder defender-se.

Publicado em 27 de janeiro de 2026


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