Pontos-chave
- O IPC-Fipe desacelerou para 0,35% em meados de janeiro, mas o mix mudou para pressão sobre transportes e educação.
- O setor imobiliário permaneceu em deflação, enquanto a inflação dos alimentos diminuiu, ajudando a manter a taxa global mais baixa.
- O índice usa um método contínuo de oito semanas, de modo que os turnos semanais podem mudar o quadro rapidamente.
O IPC-Fipe de São Paulo, um indicador de custo de vida observado de perto, desacelerou para um aumento de 0,35% na segunda leitura de quatro semanas de janeiro. A primeira leitura mostrou 0,39%. O título mais legal parece reconfortante. A composição conta uma história mais complicada.
Os custos de transporte aceleraram de 1,13% para 1,36%. A educação saltou de 0,83% para 1,86%. Vestuário ficou elevado em 1,00%, pouco acima de 0,96%.
Os preços da saúde também se firmaram, subindo 0,10% após 0,04%. Essas mudanças são importantes porque atingem as famílias por meio de deslocamentos, contas escolares e compras rotineiras.
Outras categorias seguiram na direção oposta. A habitação caiu ainda mais, para -0,18%, de -0,09%. As despesas pessoais desaceleraram acentuadamente para 0,20%, de 0,66%.


A inflação alimentar também diminuiu, com o ritmo do grupo citado em torno de 0,20%. A tabela detalhada mostra 0,21% para a categoria, o que é consistente com diferenças de arredondamento.
Essa combinação explica como a inflação pode “desacelerar” enquanto muitas famílias ainda se sentem pressionadas. Um único número de título representa a média de contas muito diferentes.
Aumento dos custos para as famílias brasileiras
No início do ano, as propinas educativas e os custos de transporte tornam-se frequentemente mais visíveis. Podem dominar as percepções das famílias, mesmo quando a habitação ou a alimentação proporcionam alívio.
Também ajuda saber como o IPC-Fipe é construído. FIPE acompanha preços pagos em São Paulo por famílias que ganham cerca de um a dez salários mínimos. As leituras de quatro semanas são calculadas usando uma janela de oito semanas.
Cada novo lançamento adiciona a última semana de coleta de preços. Ele elimina a semana mais antiga ao mesmo tempo. Esse método contínuo pode tornar o índice sensível a curtos picos de combustível, tarifas ou itens escolares.
Para um contexto mais amplo, o IPC-S da FGV subiu 0,43% na segunda leitura de quatro semanas de janeiro. Ele relatou 4,43% inflação mais de 12 meses.
Os transportes também foram o maior contribuinte ascendente. Diferentes cabazes e cobertura geográfica limitam as comparações diretas. Ainda assim, ambos os sinais apontam para uma pressão persistente nos custos diários de mobilidade.