Choque na Groenlândia: maioria em sete países da UE chama Trump de “inimigo”

Choque na Groenlândia: maioria em sete países da UE chama Trump de “inimigo”


Pontos-chave

  • Um inquérito realizado em sete países da UE mostra que 51% consideram agora Donald Trump um inimigo da Europa.
  • As questões da Gronelândia transformaram as dúvidas sobre a aliança num cenário de “ato de guerra” para muitos eleitores.
  • 73% dizem que a UE deveria ser capaz de se defender sem depender do apoio dos EUA.

Um novo inquérito sugere que a visão da Europa sobre Donald Trump endureceu rapidamente e a Gronelândia ajudou a transformar um argumento político num argumento de segurança.

A sondagem online interrogou 7.498 adultos em França, Bélgica, Alemanha, Itália, Espanha, Dinamarca e Polónia. O trabalho de campo ocorreu de 13 a 19 de janeiro de 2026.

Nos sete países, 51% descreveram Trunfo como “um inimigo da Europa”. Apenas 8% o chamaram de “amigo”, enquanto 39% disseram que ele não era nenhum dos dois. As divisões nacionais mostram onde a ansiedade é mais intensa.

Choque na Gronelândia: A maioria em sete países da UE chama Trump de “inimigo”. (Foto reprodução na Internet)

A Dinamarca e a Espanha registaram a maior percentagem de “inimigos”, ambas com 58%. A Bélgica seguiu com 56%, depois a França com 55%, a Alemanha com 53% e a Itália com 52%.

A Polónia destacou-se, com 28% a considerá-lo inimigo e 48% a escolher a opção neutra, um padrão que se enquadra na dependência de segurança da Polónia em relação aos Estados Unidos como vizinho da Rússia.

O momento da votação é importante. Durante o período eleitoral, Trump falou em “obter” a Gronelândia, um território dinamarquês com valor estratégico nas rotas do Atlântico Norte e sistemas de alerta precoce.

Na pesquisa, 93% disseram ter ouvido falar dessas declarações. Oitenta e quatro por cento os consideraram sérios, incluindo 63% que os consideraram muito sérios.

Quando os entrevistados foram questionados sobre uma hipotética intervenção militar dos EUA na Gronelândia, 81% disseram que seria um acto de guerra contra a Europa. Sessenta e três por cento disseram que apoiariam o envio de tropas europeias para defender Groenlândiae na Dinamarca esse número subiu para 84%.

A sondagem também captou uma perda mais ampla de confiança na direção política de Washington sob Trump. Apenas 10% disseram que respeita os princípios democráticos. Quarenta e quatro por cento disseram que ele tem tendências autoritárias e outros 44% disseram que ele se comporta como um ditador.

Os entrevistados também foram questionados sobre uma operação dos EUA na Venezuela que levou à captura de Nicolás Maduro. No geral, 63% consideraram-no ilegal, enquanto 25% consideraram-no legítimo.

O resultado mais importante aponta para um futuro em que o debate sobre defesa na Europa se acelere. Setenta e três por cento disseram que a UE deveria garantir a sua própria defesa sem depender do apoio dos EUA, enquanto 22% ainda pensam que a Europa pode contar com Washington.

A NATO continua ancorada no poder americano, mas esta fotografia sugere que muitos europeus consideram agora a aliança como condicional e a sua própria autonomia como algo que já devia ter sido feito.


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