Caiado no PSD: Kassab está de olho em 2028 e 2030, diz cientista político – Brasil de Fato

Caiado no PSD: Kassab está de olho em 2028 e 2030, diz cientista político – Brasil de Fato


O anúncio de que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, trocou o União Brasil pelo PSD surpreendeu muita gente. O partido de Gilberto Kassab tem, agora, três ‘presidenciáveis’: além do próprio Caiado, os governadores do Paraná, Ratinho Junior; e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Para o cientista político Rudá Ricci, porém, Kassab pode estar de olho no futuro.

Em entrevista nesta quarta-feira (28) ao jornal Conexão BdFpai Rádio Brasil de FatoRicci lembrou que Caiado tem muita influência na região Centro-Oeste do país. Isso pode garantir a capilaridade e a conquista de mais prefeituras pelo PSD no futuro próximo.

“Eu acho que a questão do Caiado não é a eleição de 2026, inclusive na cabeça do Kassab. É a eleição de 2028, para prefeito, para entrar com tudo no Centro-Oeste, e a eleição para presidente de 2030. Está se preparando um terreno”, avaliou o especialista.

Kassab é, hoje, um dos nomes mais poderosos da política nacional. Rudá Ricci lembra que seu PSD vem conquistando parlamentares que antes eram filiados a outros partidos, como o PL, a legenda oficial do bolsonarismo. Além disso, tem grande influência no governo de São Paulo, chefiado por Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“Kassab é uma espécie de primeiro-ministro de Tarcísio de Freitas no governo de São Paulo. Kassab vem crescendo. Se continuar nessa toada, entrando agora no Centro-Oeste, uma das regiões com eleitorado mais conservador – não só de voto na direita, mas de valor conservador – ele vai se tornar o novo PMDB”, avaliou o cientista político.

Pensando na disputa presidencial de 2026, Rudá Ricci avalia que uma das possibilidades para a mudança de partido de Caiado é uma tentativa de pressão sobre a família Bolsonaro, mostrando que aceitariam a liderança do senador Flávio, indicado pelo pai, Jair, para concorrer à presidência. Para o especialista, até mesmo a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, seria mais palatável que o senador.

“Eu tenho a impressão de que se trata de um confronto com a liderança ‘postiça’ do Flávio Bolsonaro. É uma direita rachada”, avaliou. “A família Bolsonaro está perdendo poder. Isso tem que ficar claro. Há uma situação não do bolsonarismo, mas da liderança da família Bolsonaro. Imagine que isso faça o Jair Bolsonaro sofrer muito na cadeia.”

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato98,9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube faz Brasil de Fato.


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