Com mais de 5,3 mil inscrições, o Banco Central do Brasil (BC) lançou, na última terça-feira (3), o projeto Geotec, ação de capacitação viabilizada com recursos da Cooperação Alemanha-Brasil, por meio da parceria com a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) no âmbito do Projeto Finanças Brasileiras Sustentáveis (Fibras II). A iniciativa é voltada ao uso de tecnologias avançadas e eficientes para o monitoramento das operações de crédito rural e do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro)
A abertura do programa, realizada no Edifício-Sede do BC, contou com a presença do Diretor de Regulação do BC, Gilneu Vivan.
Segundo Vivan, o sensoriamento remoto e as geotecnologias oferecem hoje a possibilidade de ampliar o campo de visão sobre o território, diminuindo a assimetria de informações e fortalecendo a resiliência do crédito rural.
"O uso sistemático de imagens de satélite e de dados geoespaciais permite avaliar, de forma contínua, as condições produtivas, o uso do solo e a conformidade territorial, especificamente a dependência exclusiva de declarações formais e de inspeções pontuais"disse Gilneu Vivan, Diretor de Regulação do BC.
Multiplicidade de dados
O Diretor destacou que os cruzamentos entre bases financeiras, cadastrais e territoriais, em conjunto com o sensoriamento remoto, possibilitam uma leitura mais fiel dos riscos, alinhando o financiamento rural à realidade produtiva e ambiental, além de reduzir a probabilidade de inadimplência.
“A experiência do BC na área de supervisão demonstra que a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional (SFN) depende, fundamentalmente, da capacidade de antecipação de riscos. No crédito rural, essa lógica é igualmente válida"avaliou.
De acordo com Vivan, o sensoriamento remoto e os cruzamentos de bases de dados são instrumentos essenciais para alinhar financiamento, sustentabilidade e reduzir incertezas, melhorar a alocação de recursos de produção e fortalecer a confiança no SFN e no desenvolvimento sustentável.
“O grande interesse no projeto Geotec evidencia a relevância da conformidade das operações de crédito rural sob a ótica dos múltiplos olhares da sociedade"completou.

Cerimônia oficial de abertura e aula magna
A abertura oficial contou com a presença de 65 autoridades de ministérios e órgãos responsáveis pelas políticas agrícolas e ambientais, da Polícia Federal (PF) e de diretores das principais instituições financeiras que operam no crédito rural.
A aula magna de abertura do curso foi proferida pelo Chefe do Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural e do Proagro (Derop) do BC, Cláudio Filgueiras.
“O projeto Geotec visa reduzir riscos no uso do crédito rural. Atuaremos de forma preventiva, sempre orientados pelo interesse público, para ampliar a capacitação de profissionais no uso de tecnologias aplicadas ao monitoramento e à fiscalização das operações de crédito rural e do Proagro"afirmou.
Segundo Filgueiras, a iniciativa será fundamental para promover melhorias no uso que a sociedade faz da terra.
“A Geotec contribuirá para a ampliação da capacidade institucional dos órgãos de fiscalização e controle e dos servidores do BC na supervisão do crédito rural, além de aumentar a eficiência das instituições financeiras no monitoramento e fiscalização desse tipo de financiamento"destacado.
A aula magna completa e a abertura de abertura do projeto Geotec podem ser acessadas pelos links disponível no site fazer BC.
Mais informações sobre o projeto Geotec estão disponíveis na página do projeto e em matéria publicado recentemente no site fazer BC.