Pontos-chave
- O Banco Central do Brasil ordenou a liquidação extrajudicial da CBSF (antiga Reag DTVM) um dia depois que a Polícia Federal ampliou uma grande investigação de fraude financeira ligada ao Banco Master.
- Os investigadores dizem que os fundos de investimento foram usados como veículos para suspeitas de fraude e lavagem de dinheiro, com os tribunais autorizando buscas em grande escala e congelamento de bens.
- A paralisação acrescenta força regulatória a um caso que já abalou a confiança nas empresas de “canalização” do mercado que lidam com custódia, fundos e transações.
O Banco Central do Brasil desligou a CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, a corretora anteriormente conhecida como Reag DTVM.
A instituição foi colocada em liquidação extrajudicial, cabendo à APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo Ltda. nomeado liquidante.
Antonio Pereira de Souza atuará como líder técnico. Souza tem experiência anterior em liquidações bancárias, incluindo o caso Bamerindus.
A medida ocorreu na quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, um dia depois que a Polícia Federal lançou a segunda fase da Operação Compliance Zero, uma investigação abrangente sobre supostos esquemas financeiros bilionários envolvendo fundos de investimento e o caso Banco Master.


A polícia executou 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados e obteve congelamentos aprovados pelo tribunal de mais de R$ 5,7 bilhões (US$ 1,06 bilhão).
Brasil investiga crimes financeiros ligados ao Master
As autoridades citaram suspeitas de crimes, incluindo organização criminosa, gestão fraudulenta de uma instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
Os investigadores estão examinando se os fundos vinculados ao grupo de gestão foram usados em suspeitas de fraudes ligadas a Banco Mestreque foi liquidada em 18 de novembro de 2025.
Reportagens públicas sobre a investigação citaram suspeitas envolvendo instrumentos de crédito falsificados de até R$ 17 bilhões (US$ 3,15 bilhões), juntamente com discussões separadas de carteiras de crédito de cerca de R$ 12 bilhões (US$ 2,22 bilhões) vinculadas ao episódio mais amplo do BRB/Master.
João Carlos Mansur, identificado como fundador do grupo Reag, foi apontado entre os alvos das buscas desta quarta; ele não estava no Brasil.
A empresa já se apresentou anteriormente como envolvida em ações coercivas anteriores, incluindo uma investigação ligada a uma alegada lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, enquanto negava qualquer irregularidade.
Sob pressão, a Reag vendeu partes de seus negócios e desistiu de seu distinto edifício Botânico, próximo ao distrito financeiro de Faria Lima, em São Paulo.
O Banco Central também ordenou a liquidação da Advanced Corretora de Câmbio no mesmo dia, alegando grave deterioração financeira e graves violações regulatórias; era um player pequeno, ocupando a 56ª posição no mercado de câmbio de 2025, com 0,081% do volume e 0,14% das transações.