Pontos-chave
- USD/MXN se estabilizou perto de 17,26 após uma queda acentuada, com o dólar se firmando brevemente e o apetite pelo risco esfriando.
- O IPC do México caiu para cerca de 69.492 depois de testar acima de 70.000, com grande volume de negócios e realização de lucros clássica.
- Os gráficos ainda favorecem o peso no longo prazo, mas os sinais e o posicionamento de sobrevenda tornam as recuperações mais prováveis.
A alta do peso em janeiro atingiu um pico em 30 de janeiro, com o par USD/MXN sendo negociado em torno de 17,26, modestamente mais alto no dia, após terem sido testados níveis mais baixos no início da semana.
A mudança teve menos a ver com o enfraquecimento repentino do México e mais com a subida do dólar no curto prazo, ajudada pelos rendimentos mais elevados dos EUA e por um tom global que parecia mais cauteloso do que comemorativo.
Para os negociantes de moeda, a mudança de humor foi importante porque o peso se tornou uma posição de consenso. Carry ainda é atraente, e MéxicoO apelo da empresa reside na disciplina política que os investidores possam avaliar com confiança.


Mas mesmo as tendências fortes são interrompidas quando o mercado está lotado e a liquidez diminui. Isso é exatamente o que os gráficos mostram: RSI semanal perto de 25 e RSI diário em torno de 26, ambos consistentes com um dólar sobrevendido e um peso esticado.
Na visão de quatro horas, o RSI recuperou-se para 49, um sinal de que a onda de vendas diminuiu. O mapa técnico ficou mais estreito. O suporte fica em torno de 17.21 e 17.17, com 17.03 como a próxima referência.
A resistência começa perto de 17h33-17h38, depois 17h47. Um movimento acima dessas bandas não encerraria a história do peso, mas sinalizaria uma redução mais ampla das posições vendidas em dólares.


As ações do México contaram uma história paralela de força encontrando a gravidade. O S&P/BMV IPC caiu para cerca de 69.492 depois de oscilar entre cerca de 69.034 e 70.483, com volume próximo de 203 milhões de ações.
O declínio seguiu-se a uma rápida subida para novos máximos, e o índice permanece tecnicamente estendido: RSI diário perto de 71 e RSI semanal perto de 73.
Essa combinação geralmente produz retrocessos rápidos sem quebrar a tendência de alta maior. Uma âncora para as expectativas é que os analistas ainda projetam um peso até o final do ano, mesmo depois do rali.
Essa lacuna entre o spot e as previsões pode alimentar negociações bidirecionais: os seguidores da tendência permanecem comprados em MXN, enquanto os hedgers tratam as quedas no USD/MXN como oportunidades para reconstruir a proteção.
Principais vencedores (ações)
- Grupo México (GMEXICOB) +3,73% (também citado como o maior avanço do dia em torno de +4,03% em outra recapitulação do mercado)
- Grupo Financeiro Banorte (GFNORTEO) +2,51%
- Órbia (ORBIA) +1,68%
- La Comer (LACOMERUBC) +0,69%
- Megacabo (MEGACPO) +0,24%
Principais perdedores (ações)
- Banco del Bajío (BBAJIOO) -5,76% (também citado como a maior queda do dia em torno de -5,91% em outra recapitulação do mercado)
- Quálitas (Q) -5,04% (também citado perto de -5,28% em outra recapitulação)
- Becle/José Cuervo (CUERVO) -4,24%
- Walmex (WALMEX) -3,71%
- Televisa (TLEVISACPO) -3,13%