Pontos-chave
- O Panamá movimentou 9,9 milhões de TEUs em 2025, um aumento de 3,6% que sinaliza uma procura constante pelo seu centro logístico.
- Quase 89,22% dessas caixas foram transbordadas, o que significa que o Panamá lucra com a troca de carga, e não com o consumo.
- Os resultados finais foram mistos, revelando vencedores difíceis e bolsas de declínio acentuado.
A maior história económica do Panamá no ano passado não foi uma reforma que ganhou as manchetes. Foi um fluxo. O tráfego de contentores aumentou para cerca de 9,9 milhões de TEUs em 2025, um aumento de 3,6%, segundo a autoridade marítima do país. Esse número é fácil de ignorar, mas faz parte da vida diária nas Américas.
O mecanismo oculto é o transbordo. Cerca de 89,22% das movimentações de contêineres foram transferências entre navios, e não comércio local. Isso equivale a cerca de 8,84 milhões de TEUs sendo trocados e encaminhados posteriormente. As importações e exportações locais foram de pouco mais de um milhão de TEUs.
A atividade relacionada à zona franca adicionou 59.668 TEUs. O valor do Panamá reside na velocidade, na conectividade e em regras previsíveis para as transportadoras globais.


O boom de contêineres no Panamá mostra como o mundo ainda depende de guardiões silenciosos
O placar do terminal mostra como essa função central concentrou os ganhos. O Terminal Internacional de Manzanillo liderou os volumes com 2.861.352 TEUs, um aumento de cerca de 5%. Balboa, do lado do Pacífico, movimentou 2.676.768 TEUs, um aumento de cerca de 2%.
O Terminal de Contêineres Colon registrou o crescimento mais rápido, um aumento de 10%, para 1.736.582 TEUs. O Cristóbal, também operado pela Panama Ports Company, subiu 9%, para 1.210.528 TEUs.
No entanto, os mesmos dados mostram fricção e stress no sector. O Terminal Internacional PSA Panamá movimentou cerca de 1.354.708 TEUs, uma queda de cerca de 2%.
A Bocas Fruit Company caiu mais, totalizando 75.419 TEUs, queda de cerca de 53%. As autoridades também citaram mais reposicionamento de contêineres vazios, um sinal clássico de que as transportadoras estão reequilibrando equipamentos e rotas.
Por que alguém fora do Panamá deveria se importar? Porque os hubs definem o ritmo das cadeias de abastecimento. Quando o Panamá funciona bem, as empresas precisam de menos buffers e menos transporte de emergência.
Os custos de frete, as janelas de entrega e o planejamento de estoque dos portos do Brasil até as prateleiras da América do Norte, todos sentem isso.
É por isso que o Panamá fala de capacidade e expansão, não de celebração. A autoridade do canal descreveu iniciativas que visam somar até 5 milhões de TEUs por ano. É um aviso competitivo em linguagem educada: continue investindo ou o comércio irá passar por cima de você.