O número crescente de moradores de rua no Brasil testa uma afirmação importante sobre o progresso

O número crescente de moradores de rua no Brasil testa uma afirmação importante sobre o progresso


Pontos-chave

  • A população registrada de moradores de rua no Brasil aumentou para 365.822 no final de 2025, um aumento de 37.897 em relação a dezembro de 2024.
  • O aumento está fortemente concentrado no Sudeste, liderado pelo estado de São Paulo, e reflete tanto as dificuldades quanto a melhor contagem.
  • A pobreza oficial caiu em 2024, mas o número de sem-abrigo ainda pode aumentar quando os custos de habitação e saúde superam os rendimentos frágeis.

Um único número está ricocheteando nos feeds políticos e sociais do Brasil: 365.822. Esse é o total de pessoas cadastradas no CadÚnico como em situação de rua ao final de 2025, segundo o observatório OBPopRua/Polos-UFMG.

Um ano antes, o cadastro mostrava 327.925. O aumento não é subtil e impõe uma questão mais difícil do que os slogans partidários permitem: como pode um país apresentar melhores estatísticas de pobreza e ainda ver mais pessoas a dormir ao relento?

Comece onde está o aumento. O Sudeste é responsável por 222.311 pessoas, cerca de 61% do total nacional. Só o estado de São Paulo registra 150.958.

Rio de Janeiro mostra 33.656 e Minas Gerais 33.139. O Amapá tem 292. Ou seja, o problema é mais visível nos lugares que também vendem o Brasil ao mundo como moderno, investível e cosmopolita.

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O número crescente de moradores de rua no Brasil testa uma afirmação importante sobre o progresso

O número crescente de moradores de rua no Brasil testa uma afirmação importante sobre o progresso

Veja agora o que o cartório diz sobre a vida nas ruas. No perfil do CadÚnico, 84% são homens e 88% têm entre 18 e 59 anos. Crianças e adolescentes representam cerca de 3%.

Aproximadamente 81% relatam renda mensal de até R$ 109 (US$ 20). Com um salário mínimo em torno de R$ 1.518 (US$ 281), um choque médico ou um aumento no aluguel pode fazer com que uma família passe de “mal aguentando” para “sem endereço”.

Mas a história por trás da história é a medição. Os pesquisadores listam o próprio sistema CadÚnico mais forte como um impulsionador dos totais mais elevados, porque a divulgação, a atualização e o treinamento dos entrevistadores melhoraram. Isso significa que parte do salto é uma imagem mais clara, não apenas uma onda repentina.

A aparente contradição com a queda da pobreza também é real. O IBGE informou que a pobreza caiu de 27,3% em 2023 para 23,1% em 2024, e a pobreza extrema de 4,4% para 3,5%, usando linhas mensais próximas a R$ 694 (US$ 129) e R$ 218 (US$ 40). Esses ganhos ajudam, mas não garantem uma porta que tranque.

A política existe, mas a lacuna é a execução em escala. A política nacional de população de rua do Brasil data de 2009. O plano federal Ruas Visíveis lançado no final de 2023 prometeu cerca de R$ 982 milhões (US$ 182 milhões).

O estado de São Paulo afirma ter repassado R$ 633 milhões (US$ 117 milhões) aos municípios, sendo R$ 145,6 milhões (US$ 27 milhões) voltados para ações de população de rua.

Isto é importante no exterior porque revela a rapidez com que a prosperidade das grandes cidades pode coexistir com o colapso visível e como as narrativas políticas podem ultrapassar a realidade vivida.


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