Ocorridos nesta quinta-feira (8) em diversas cidades do país, os atos Brasil nas Ruas pela Democraciaque relembraram e condenaram a tentativa de golpe de estado do dia 8 de janeiro de 2023também incorporaram diversas manifestações contra o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro.
Na maioria dos atos, era comum não só discursos sobre os dois temas, mas cartazes que repudiavam a invasão estadunidense, além das bandeiras venezuelanas.
No Rio de Janeiro, a concentração foi na Cinelândia e contorno com representantes de partidos de esquerda, centros sindicais e movimentos populares. “É a primeira vez na história do Brasil que a gente tem prisão de golpistas. A cúpula golpista está toda presa. É um dado que marca a tentativa de golpe dessa gente que é inimiga da democracia no Brasil, inimiga do povo brasileiro. Esse dado tem que ser um marco”, afirmou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Rio de Janeiro, Sandro Alex de Oliveira Cezar.

Em Porto Alegre, o protesto foi na Esquina Democrática. O presidente da Associação Cultural José Marti/RS, Fabiano Zalazar, aproveitou o momento para pedir uma salvação de palmas às pessoas que morreram por causa do ataque na Venezuela. “Aos 32 combatentes cubanos, que morreram em combate, que foram assassinados e aos mais de cem civis venezuelanos, que foram assassinados”, disse Zalazar, destacando a resistência dos venezuelanos ao ataque.
O ex-prefeito de Porto Alegre, Raul Pont (PT), destacou que a trama golpista no Brasil a uma escalada da direita no mundo. “É uma direita que continua encastelada, que continua contra o povo e cada vez mais subordinada, não só a uma direita brasileira, mas subordinada cada vez mais a um processo que nós estamos vivendo hoje no mundo inteiro, sob o império norte-americano”, afirmou petista.
Em São Paulo, integrantes de movimentos populares, juristas e lideranças políticas se reuniram na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo São Francisco, centro da capital paulista. Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo jurídico Prerrogativas, destacou o caráter educativo da mobilização ao afirmar que “nós precisamos registrar fatos como os que ocorreram no país para que eles não voltem a se repetir. A memória tem esse caráter fortemente pedagógico. Nós não podemos esquecer, jamais, para que a coisa não se repita”.
Ainda nesta quinta-feira, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) evitou falar sobre a Venezuela durante ontem alusiva aos três anos dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, com a presença de ministros, governadores de estados, parlamentares e lideranças sociais.
“O dia 8 de janeiro marcou a vitória da nossa democracia sobre aqueles que desejavam tomar o poder pela força. Vencemos os que defenderam a ditadura e a tortura, e os que planejaram assassinatos de autoridades. Derrotamos os traidores da pátria que devolveram o Brasil ao mapa da fome”, declarou o presidente.


