Maior base de reservas da Petrobras sinaliza que o Brasil pode continuar bombeando por mais tempo do que os mercados presumem

Maior base de reservas da Petrobras sinaliza que o Brasil pode continuar bombeando por mais tempo do que os mercados presumem


Pontos-chave

  • A Petrobras afirma que as reservas provadas aumentaram para 12,1 bilhões de boe em 2025, estendendo sua vida útil para 12,5 anos.
  • A empresa substituiu 175% do que produziu, mesmo com a produção de 2025 atingindo níveis recordes.
  • A maior parte dos ganhos veio do desempenho do pré-sal e de novos poços nos maiores centros offshore do Brasil.

A Petrobras encerrou 2025 com 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente em reservas provadas, ante 11,4 bilhões um ano antes. Num negócio onde o fluxo de caixa futuro depende do que ainda existe, essa é uma redefinição significativa.

A empresa disse que adicionou 1,7 bilhão de boe de reservas provadas durante o ano. A mistura permanece pesada em óleo. Petrobras reportou 84% óleo e condensado e 16% de gás natural.

Ele também disse que sua taxa de reposição de reservas atingiu 175%. Simplificando, reservou muito mais barris novos do que extraiu. Outro número que os investidores observam é o índice de vida de reserva.

Maior base de reservas da Petrobras sinaliza que o Brasil pode continuar bombeando por mais tempo do que os mercados presumem. (Foto reprodução na Internet)

A Petrobras colocou-o em 12,5 anos, com base nas reservas provadas relativas à produção. O número é importante porque indica por quanto tempo o ritmo de produção actual pode ser sustentado antes de o declínio se instalar.

A história da reserva também envolve regras contábeis. As reservas provadas da Petrobras sob as definições da SEC dos EUA foram de 12,1 bilhões de boe, enquanto suas reservas provadas sob a estrutura ANP/SPE do Brasil foram de 12,5 bilhões de boe.

A empresa vinculou a diferença a pressupostos metodológicos e económicos. Operacionalmente, a Petrobras vinculou a maior parte das adições de reservas ao desempenho no pré-sal da Bacia de Santos.

Destacou Búzios, Tupi, Itapu e Mero. Também apontou o progresso do desenvolvimento em Budião, Budião Noroeste e Budião Sudeste, em águas profundas Sergipe-Alagoas. Novos projetos de poços em Búzios, Tupi, Marlim Sul e Jubarte também apoiaram os resultados.

O momento não é acidental. Petrobrás disse que a produção total de petróleo e gás atingiu 2,99 milhões de boe por dia em 2025, com a produção comercial de 2,62 milhões de boe por dia.

O Pré-sal representou 82% da produção total e a produção operada atingiu 3,70 milhões de boe por dia. Duas novas plataformas ajudaram a sustentar esse impulso.

A Petrobras citou o FPSO Almirante Tamandaré, em Búzios, e o FPSO Alexandre de Gusmão, em Mero, ambos com entrada em operação em 2025.

Almirante Tamandaré teve média de cerca de 240 mil barris por dia em novembro e dezembro, e Búzios atingiu 1 milhão de barris por dia de produção operada com seis plataformas.

Para leitores de fora do Brasil, a conclusão é direta. Uma maior base de reservas comprovada apoia a capacidade de exportação, os contratos de fornecimento a longo prazo e a margem financeira para continuar a investir.

A Petrobras acrescentou que mais de 90% de suas reservas provadas na SEC foram submetidas à certificação externa e não relatou oscilações relevantes nas reservas causadas pelos preços, sugerindo que o aumento foi impulsionado pela geologia e pela execução.


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