Eleição para presidente deve ter cenário semelhante à disputa de 2022, prevê cientista político – Brasil de Fato

Eleição para presidente deve ter cenário semelhante à disputa de 2022, prevê cientista político – Brasil de Fato


Como eleições presidenciais de 2022 foram os mais apertados da história do Brasil. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito para voltar ao Palácio do Planalto superando o então ocupante do cargo, Jair Bolsonaro (PL), por uma margem inferior a dois pontos percentuais. Para o cientista político Paulo Roberto de Souza, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), o cenário deve se repetir em outubro deste ano.

Apesar de ainda haver indefinições sobre as candidaturas do campo da direita e da extrema direita, tudo indica que Lula deve ter como principal adversário um representante do bolsonarismo. Neste momento, o nome apontado pelo campo da extrema direita é o do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho de Jair. E como pesquisas já divulgadas indicam, mais uma vez, cenário apertado.

“A tendência é que a eleição não seja muito diferente das eleições de 2022. Se não aparecerem coisas imponderáveis ​​no processo, é possível que a distância do presidente Lula para o segundo colocado seja um pouco maior, mas não muita coisa”, afirmou o cientista político, em entrevista ao jornal Conexão BdFpai Rádio Brasil de Fatonesta terça-feira (27).

O professor, portanto, acredita que são altas as chances de Lula conseguir se reeleger. A estabilidade política e econômica do país nestes últimos anos começa a render frutos, perceptíveis, por exemplo, com uma inflação controlada. Além disso, quem está sentado à cadeira de presidente costuma levar vantagem na disputa.

“Vale lembrar: o único candidato à reeleição derrotado no Brasil se chama Jair Messias Bolsonaro. Ninguém mais perdeu. Nem Dilma, com uma aprovação menor que a dele em 2014. Não é simples vencer um titular em eleições presidenciais”, apontou.

Com o bolsonarismo cada vez mais abraçado à candidatura de Flávio, diminuem as chances de Tarcísio de Freitas (Republicanos), o candidato preferido de Faria Lima, se lançar à presidência — ele garantiu que vai concorrer à reeleição ao governo de São Paulo.

Um dos nomes mais fortes do Centrão, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse que não vai embarcar na candidatura do filho de Jair Bolsonaro, o que pode levar o partido a ter uma candidatura própria. Os governadores Ratinho Junior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) são os nomes possíveis.

“Uma vez que o candidato do PSD tenha próprio, ele gera um certo conforto inicial, tanto para seus governadores, prefeitos e prefeitas, deputados e deputados, de ter mais tempo para ir se posicionando do lado daquele que provavelmente virá a ganhar o segundo turno das eleições, seja Lula, seja Flávio Bolsonaro”, destacou Paulo Roberto de Souza. “O Centrão tem uma lógica contínua, uma lógica governamental. Ele sabe que tem muito a perder longe do poder”.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato98,9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube faz Brasil de Fato.


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