A falha fiscal da Colômbia em 2025 sinaliza um ano orçamentário mais difícil pela frente

A falha fiscal da Colômbia em 2025 sinaliza um ano orçamentário mais difícil pela frente


Pontos-chave

  • A DIAN diz que a receita de 2025 foi de COP 296 trilhões (US$ 79 bilhões), COP 9,4 trilhões (US$ 2,5 bilhões) abaixo da meta.
  • A retenção gerou recebimentos e o Decreto 0572 adiantou os pagamentos.
  • Com a regra orçamental suspensa, os mercados observam como o défice é financiado.

No papel, é um alvo perdido. Na prática, é uma história de dinheiro com consequências políticas. A DIAN fechou os livros fiscais da Colômbia para 2025 com COP 296 trilhões (US$ 79 bilhões), abaixo de uma meta de COP 305,4 trilhões (US$ 81 bilhões).

Em 2026, esse défice significa decisões de financiamento e despesas mais difíceis. A combinação de receitas mostra onde o Estado depende mais da economia privada.

A retenção de imposto de renda liderou a arrecadação de COP 103,61 trilhões (US$ 27,6 bilhões), cerca de 35% do total. O imposto sobre vendas seguiu com COP 64,35 trilhões (US$ 17,1 bilhões), cerca de 21,7%.

A falha fiscal da Colômbia em 2025 sinaliza um ano orçamentário mais difícil pela frente. (Foto reprodução na Internet)

As alfândegas trouxeram COP 50,46 trilhões (US$ 13,4 bilhões). A DIAN disse que os impostos sobre a atividade doméstica atingiram COP 245,5 trilhões (US$ 65,3 bilhões). Os impostos ligados ao comércio totalizaram cerca de COP 50,47 biliões (13,4 mil milhões de dólares).

Dezembro revela o mecanismo por trás da manchete. DIAN relatou COP 18,9 trilhões (US$ 5,0 bilhões) arrecadados em dezembro. Isso incluiu COP 10 biliões (US$ 2,7 mil milhões) de retenção de rendimentos e COP 4,23 biliões (US$ 1,1 mil milhões) de alfândegas.

Falta de receita da Colômbia expõe tensão fiscal

O imposto sobre transações financeiras contribuiu com COP 1,91 trilhão (US$ 0,5 bilhão). A retenção sobre vendas somou COP 1,11 trilhão (US$ 0,3 bilhão), e outras linhas totalizaram COP 1,58 trilhão (US$ 0,4 bilhão).

Então veio a discussão sobre por que o alvo escorregou. Carlos Emilio Betancourt, diretor interino da DIAN, alertou que o prejuízo poderia ser de cerca de COP 11 trilhões (US$ 2,9 bilhões).

Ele destacou a força do peso e as “elasticidades” fiscais, em que a receita cai mais rapidamente do que a atividade. Mauricio Salazar, do observatório fiscal Javeriana, culpou as expectativas orçamentais acima da economia real.

Ele também destacou o Decreto 0.572, de 28 de maio de 2025, que elevou as taxas de retenção e auto-retenção e antecipou os pagamentos. Reembolsos e compensações podem reduzir o efeito caixa líquido.

O pano de fundo torna a falta mais pesada. Em 2025, Colômbia ativou uma cláusula de salvaguarda para suspender temporariamente a sua regra fiscal. O CARF citou COP 273,1 trilhões (US$ 72,7 bilhões) em receitas fiscais esperadas em uma avaliação.

Isso ficou 8,3 biliões de COP (2,2 mil milhões de dólares) abaixo da trajetória implícita. A DIAN aponta para a modernização, incluindo um programa apoiado pelo BID com 98,8 milhões de dólares comprometidos.

Também relatou 6.521.502 declarações pessoais apresentadas para o ano fiscal de 2024, vinculadas a COP 23,6 trilhões (US$ 6,3 bilhões). A DIAN também disse que bloqueou milhares de eventos cibernéticos maliciosos.


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