Pontos-chave
- O presidente José Jerí diz que Lima e Callao enfrentarão operações de controle territorial mais duras sob regras de emergência.
- A polícia relata uma megaoperação com 109 detidos, incluindo 44 suspeitos procurados, e 10 grupos criminosos desmantelados.
- As apreensões incluíram cinco armas de fogo, 57 cartuchos, 6.542 “ketes” de pasta de coca, 700 gramas de maconha, 29 telefones e um veículo roubado.
O presidente interino do Peru, José Jerí, aposta que a segurança pública pode ser reconstruída através de uma fiscalização visível.
Depois de visitar a delegacia de polícia de La Huayrona, em San Juan de Lurigancho, anunciou um cronograma mais contundente de ações de “controle territorial” em Lima e na vizinha província portuária de Callao, ambas sob estado de emergência renovado.
Jerí disse que o objetivo é tirar de circulação armas e munições e cortar o espaço operacional para criminal grupos. O controle territorial combina pontos de controle, paradas de identidade e veículos, verificações de mandados, patrulhas e ataques direcionados em zonas de alto risco.


Os comandantes da polícia informaram-no sobre as operações realizadas no dia anterior em vários pontos da capital.
Repressão policial destaca desafios de segurança
A Polícia Nacional relatou 109 detidos, incluindo 44 pessoas com mandados pendentes. Eles também disseram que desmantelaram 10 bandos criminosos durante a ação coordenada.
O resultado relatado sublinhou o foco nas armas e no tráfico nas ruas. A polícia disse ter apreendido cinco armas de fogo e 57 cartuchos de munição.
Eles também relataram 6.542 “ketes”, pequenos embrulhos de papel usados para vendas no varejo de pasta de coca, e 700 gramas de maconha. As autoridades acrescentaram que 29 telemóveis foram apreendidos e um veículo reportado como roubado foi recuperado.
Jerí defendeu que os cidadãos devem saber o que o governo e a polícia estão a fazer, porque a confiança depende de resultados que possam ser verificados. Para muitos peruanos, o apelo de uma política de segurança firme e centrada nas regras está a aumentar após anos de ruído político.
O modelo emergencial se estende além da capital. O governo declarou e renovou medidas de emergência em partes de Tumbes e La Libertad, no norte Peru. A polícia continua responsável pela ordem interna, apoiada pelas forças armadas.
O próximo parâmetro de referência é saber se as detenções e apreensões se traduzem em processos judiciais e em declínios sustentados da violência e da extorsão. Sem essa cadeia, o policiamento de emergência corre o risco de se tornar rotineiro em vez de corretivo.